quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Ame-se primeiro, depois aos outros. Por Andréia Franco



         



                O amor é um dos sentimentos mais sublimes já cultivados pelo ser humano, o amor é uma semente que contagia, que une, que liberta, que aproxima e que separa. Como todo sentimento, o amor nasce, floresce e um dia pode morrer, sim, todos nós um dia morreremos, o amor também morre. Logo, o amor, está acima de todo e qualquer sentimento, porque ele é como a águia, ele morre, mas renasce das cinzas, do nada.  O amor está presente no sorriso, na história, no sonho, no encanto da vida, nas palavras não ditas...
Sonhamos com o amor eterno, quando na verdade eternas são as palavras, não as pessoas. Nascemos, crescremos, procriamos e morremos, eis o mais belo espetáculo da vida, poder errar, acertar, evoluir, aprender com seus próprios erros e ter a oportunidade de reescrever a sua vida, a sua história e o seu destino.
Cada um é dono de seu próprio destino, sua vida presente é resultado do que você foi ontem, da forma como você tratou, se comportou e vivenciou com aqueles que estavam ao seu redor.  Já diziam psicanalistas e psicólogos: “você é aquilo que você atrai”! Você tem o poder de aproximar e afastar as pessoas, tudo depende da forma como você se comporta e do tipo de discurso que você pronuncia para se dirigir ao “outro”. Talvez esse “outro” não passe, pra você, nada mais que uma pedra no seu sapato, mas o fato é que o outro existe e que ele pode influenciar positivamente/negativamente na sua vida. Depende da forma que você o vê e se dirige a ele.
Somos educados para sermos obedientes, submissos, a obedecer regras e normas sociais, mas aprendi que há momentos que é preciso rasgar e romper paradigmas, pois somos nós os únicos donos de nosso próprio destino, cabe somente a nós escolher qual caminho seguir.
Pessoas definem caminhos como bons e maus, assim como pessoas, somos educados a fazer julgamentos alheios e, nem sempre, nos educam para sabermos avaliar e julgar quem realmente somos. Já dizia o ditado: “a vida do vizinho é sempre melhor”, ou seja, quando olhamos para a vida alheia nem sequer observamos que eles, assim como nós, tem problemas, frustrações, motivos e razões para chorar, contas a pagar, etc., eis o fato de apontar o dedo para o próximo ser mais fácil que para nós mesmos.
Nossa cultura machista vem para auto-afirmar ainda mais a noção de que primeiro devemos amar, sermos submissos e servir aos outros. Porém, creio que a maior submissão e servidão do homem/mulher estão em nosso inconsciente, pois a maior escravidão de todos os tempos é a da mente, não a braçal. Pessoas mentalmente dominadas são mais fáceis de manipular, eis o grande dilema do homem/mulher: ser a presa ou a leoa/ o leão. Um grande rebanho de “cordeirinhos” seria um bom “aperitivo” para um leão/uma leoa, daria para o predador “jantar” várias vezes no mês.
Eis o jantar, se bem servido, um bom aperitivo, dá pra saciar a fome do leão/da leoa. Se pessoas deixam de ser a presa, o predador dorme com fome, não se sustenta, eis a necessidade de controle de o predador querer manter a presa sob seu domínio. Pessoas tem a capacidade de decidirem ser a presa ou o leão/a leoa (dominador(a) de sua própria história). Duas representações tão diferentes e tão diversas do homem no seu âmago mais íntimo: a presa e o predador.
Quando querem que coloquemos em nossas cabeças que devemos amar primeiro aos outros, depois a nós, a impressão que temos é que o “eu” (amor próprio) está em terceiro lugar, de que primeiro sacio as necessidades do(s) “outro(s)”, depois a minha. O questionamento que se faz em torno de tal perspectiva é que: se a vida é minha, qual a razão de eu ter que ser submissa e suprir primeiro as necessidades do(s) outro(s), depois a minha. O fato é que o “eu” parece sempre estar em terceiro lugar.
O ponto que estou querendo chegar é dizer que a submissão/servidão é mais uma questão ideológica e cultural, sociedades evoluem, pessoas precisavam evoluir, tanto para o bem quanto para o mal, pois tudo depende do que entendemos como bom e/ou mal. O interessante é tentar observar o quanto isso influencia em nossa vida pessoal/profissional ao longo dos anos, pois acabamos nos reprimindo, tendo dificuldade para nos comunicar com os outros, ocultando nosso real potencial em prol de tal idealismo. Isso me parece mais um jogo para amainar e impor o conformismo e a mesmice ao homem, pois caso você não lute pelo que você de fato queira, outro ocupará a cadeira, o seu espaço e o seu lugar num futuro próximo que você, de fato, nem sequer lutou para conquistar. Já dizia uma professora minha de graduação que não pretendo citar o nome: “se você não luta, é menos um concorrente pra mim no futuro”. Eis o grande motivo da luta desenfreada contra o tempo e contra todos, onde acabamos por acreditar que ser o primeiro é sempre o melhor, mas não, todos nós um dia na vida somos vencedores e fracassados, tudo depende do momento pelo qual passamos, o fato é que, depois de alcançar o sucesso, nem sempre estamos preparados para o fracasso, o que não é anormal, pois é mais fácil para o homem aceitar o sucesso que o seu próprio fracasso, citemos então casos e casos de suicídios.
Pensar que somos seres inferiores a outros seria o mais fiel retrato do autoflagelo, uma vez que nos inferiorizando estamos nos degradando, nos diminuindo. O fato é que cada um é dono de sua própria história e de sua vida, cabe a nós escolher o que de fato fazer com ela.
Por isso, veja a necessidade do: amar-se mais, querer-se mais, de ver você mesmo como o Deus único de sua própria história, seus caminhos é você quem escolhe, você é seu próprio Deus. Temos a grande necessidade de se auto-superar, mas quando falo se auto-superar não quero dizer somente no ramo profissional, mas na evolução de nosso próprio ser.
Portanto, ame-se primeiro, depois aos outros, seja você o Deus único de sua própria história.



Andréia Franco
Aparecida de Goiânia, 30 de setembro de 2015.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

SAIA DA CAVERNA

Eis que o mundo é uma verdadeira bola gigante cheia de altos e baixos, que pessoas destroem e constroem as coisas, mas, quando se fala em vida, o que há de maior valor para um ser humano que sua própria vida? Nem o dinheiro, nem sua fortuna, nem os melhores médicos poderão te salvar caso tu tenhas perdido a vida, a medicina, o dinheiro e a fortuna nos ajuda a proteger a vida, mas, quando a perdemos, nada salva, acabam-se os sonhos, projetos, expectativas, encantamentos, etc., corações ficam despedaçados e vidas ficam destruídas porque, além de nós, temos nossas famílias, esposos, filhos(as), amigos, colegas de trabalho/escola, etc.
Então, cabe a nós, quando formos tomar certas decisões radicais em nossas vidas, deixarmos de ter a visão egocêntrica do “eu” (individual) e pararmos um pouco para olhar as coisas de um ponto de vista mais coletivo (do quanto isso poderá influenciar nas pessoas que estão ao nosso redor). O mundo não gira somente em torno de nós, o mundo gira em torno de nós e das pessoas que nos cercam.
Somos influenciados por nossos pais, mães, avós, professores, colegas de classe, etc., de tal maneira que cada um contribui um pouco em nossa formação enquanto indivíduos. Então, quando tomamos certas decisões, tais escolhas podem transferir a outros certa carga de: preocupação, negatividade/positividade, carência, etc. Se você faz uma boa escolha, quem te ama aplaude, se você faz uma escolha ruim, dependendo da sua escolha, quem te ama chora. Por isso, ao pensarmos no eu, precisamos, de fato, pensar no nós, porque cada um de nós tem um pai, uma mãe, um amigo, um professor que te acompanhou na sua infância/idade adulta que torce pelo seu sucesso e pelo seu bem e demais pessoas que diretamente/indiretamente podem vir a sofrer em razão das escolhas que você fez/faz.
Pregar o ódio entre os povos é a grande tática usada por líderes não só religiosos, como também políticos, dentre outros, para separar as pessoas. Pessoas desunidas não reivindicam, não criam laços, não se reúnem, não constroem coisas, nem mesmo uma coisa chamada lar.
Já dizia o velho Platão que pessoas, quando se libertam da caverna que elas vivem, jamais retornam. Você acomodado não viaja, não lê, não se esforça, não experimenta, chega a virar escravo de suas próprias escolhas. Veja então quantas coisas você deixa de fazer quando você se deixa dominar por influências/pessoas exteriores a você. É preciso separar o real do não real, o bom do ruim, ponderar os dois lados e saber escolher o mais ideal pra você, mas, quando falamos em ideal pra você, também falamos no ideal/satisfatório para aqueles que tanto nos amam e nos querem bem.
Pessoas dominadas se acomodam na caverna, pessoas libertas preferem a solidão que se tornarem escravos de determinadas escolhas.
Quando o sol acaba vem logo a lua para encantar e clarear a noite, então, pra quem quer, as coisas podem acontecer, tudo só depende da sua vontade, esforço, dedicação, e outros. O dia de amanhã virá para todos, mas, como ele será, depende mais de nós mesmos que dos outros. Costumo dizer que as maiores barreiras para as pessoas concretizarem determinados objetivos estão nelas mesmas, se elas não querem, muito do que poderia acontecer nem sequer passa da primeira fase. O mal/bom de nós seres humanos é que somos idealistas em certas coisas, que sonhamos, nos frustramos, decepcionamos, etc. E, quando certas frustrações vem, acabamos por nos afundar em nossas próprias amarguras acreditando que: “isso só acontece comigo”. Mas, “isso só acontece comigo” não é de verdade porque coisas boas e coisas más acontecem com todos nós.
A verdade é que o bom pode ser mal e que o mal pode ser bom, depende do ponto de vista que o fato é observado. Coisas ruins acontecem porque, de certa forma, há um fator positivo nisso, que é o aprendizado e a experiência nova. Já as coisas boas acontecem porque na vida  também temos momentos bons, alegres, o momento da mais plena felicidade. Mas, como tudo na vida passa, o que é ruim passa e o que é bom também passa.
Quando estamos tristes pensamos que nosso choro representa o quanto somos fracos, mas não, quando choramos liberamos o sentimento ruim que há dentro de nós, eliminamos toxinas e o estresse e, diretamente/indiretamente, nos libertamos de certas emoções e cargas negativas que, aprisionadas, podem causar danos ao nosso corpo.
Então, saia da caverna, e quando eu falo “saia da caverna” não estou dizendo necessariamente que você pode viajar, mudar de cidade, de casa/e outros neste exato momento. Não, nossa libertação vem de nossas escolhas, o lúdico é, poderia dizer, a maior viagem que já fiz, pois ali pude ter contato com experiências jamais vividas e ouvidas. Lá ouço personagens falarem, pássaros criarem uma sinfonia tão perfeita que outros ouvidos talvez não sejam capazes de escutar, consigo me identificar com a feiura e nariz empinado da Maria Joana que mais atrapalha que ajuda, enfim, consigo compreender o mundo que eu vivo a partir do mundo que eu vejo um narrador contar.
Pensadores dizem que não há pior escravidão que a da própria mente, então, você: prefere ser liberto ou escravo?




Andréia Franco
Aparecida de Goiânia, 21 de setembro de 2015





domingo, 6 de setembro de 2015

Aprendi...

         Aprendi que o sol nasce para todos. Porém, pra alguns, como dizem, parece nascer quadrado, pois as chances e oportunidades não são iguais para todos...
Aprendi que as pessoas se desgastam demais por coisas fúteis, perdem dinheiro, tempo, energias e, muitas vezes, a própria vida...
Aprendi que o ser é melhor que o ter, mas que o ter é mais valorado que o ser...
Aprendi que trocar acusações é desgastante e não me engrandece nada, antes trocar abraços, beijos no rosto, palavras de afeto e apertos de mão...
Aprendi da necessidade de autocontrole sobre nossa psique e nossas emoções, pois é preciso lembrar o quanto uma “descarga” de insultos, palavrões e ofensas atingem e ferem nosso ego...
Aprendi que lidar com pessoas que emanam esse tipo de discurso é uma necessidade do homem, uma autodefesa...
Aprendi que se nos deixarmos dominar por pessoas negativas seremos não só vítimas, como também pessoas mentalmente perturbadas, com problemas emocionais, psíquicos e depressivos...
Aprendi que não tenho direito de julgar ninguém, porque “quando você aponta o dedo para o outro, três outros apontam para você”...
Aprendi que se eu me deixar dominar por discursos ofensivos vou me autoflagelar, que minha mente vai criando “memórias killers” que vão assassinando e matando minha vida e meu espírito...
Aprendi que a gente vive apressado, apressado, apressado... às vezes é preciso parar, refletir, dar um tempo, deixar que o tempo me dê as respostas que tanto procuro e deixar que as coisas aconteçam naturalmente...
Aprendi que todos nós deveríamos aprender um pouco da psicologia humana e de doenças psicossomáticas para aprendermos a lidar com as diversas descargas de discursos de ódio motivados por diferenças religiosas/preconceito, racismo, etc. que escutamos todos os dias...
Aprendi da nossa necessidade de tentar estabelecer certa harmonia com as pessoas que nos cercam, bem como com nossas próprias emoções e pensamentos...
Aprendi que o ser humano tem uma grande dificuldade de reconhecer o quanto ele é frágil, às vezes mesquinho, desleal, submisso/dominador, etc...
Aprendi que na vida há uma balança que precisa ser ponderada, de que de toda relação é possível extrair coisas boas e ruins, são dois pesos, duas medidas, é preciso ponderar palavras e decisões...
Aprendi da importância de nos amarmos mais e de chorarmos menos, de o quanto isso influencia na nossa vida e na nossa história...
Aprendi que o ser humano é como uma caixinha de presentes, ele pode nos surpreender tanto para o bem quanto para o mal...
Aprendi que nem todo rico vive em paz e que nem todo pobre sonha em ser rico...
Aprendi  que estar em paz, muitas vezes, é mais importante que o próprio dinheiro, porque, de fato, se não conseguimos administrar nossas próprias emoções como poderemos estar psicologicamente saudável pra ganhar dinheiro?
Aprendi que a paz de espírito pode ser o melhor remédio para curar nossas feridas, mágoas, tristezas e frustrações...
 Aprendi que a paz não é algo pra se declamar da boca pra fora, que há pessoas que vivem pregando e falando de paz quando, na verdade, seu espírito e sua alma estão em guerra, que é um corpo em contradição que prega coisas que nem ele mesmo vivencia...
                Aprendi que não há paz sem guerra e que não há guerra sem paz, de que o homem é um ser em evolução, que seu humor e estado de espírito varia...
Aprendi da necessidade de reconhecer minha pequenez frente a grandiosidade do mundo e de reconhecer minha grandiosidade frente a pequenez do mundo...
Aprendi  que passado é passado, que não devo me culpar por coisas/palavras ditas sem pensar, que o que passou passou, que a necessidade de eu me libertar de coisas/memórias ruins só demonstram que eu tenho amor próprio, que coisas ruins e boas acontecem com todos nós...
Aprendi a aprender que não sou menor/melhor que ninguém,               que a regra do “cada um colhe aquilo que planta” seria justa se todos nós tivéssemos as mesmas oportunidades, que é mais fácil julgar e apontar o dedo para o outro que para nós mesmos...
                Aprendi que se as pessoas olhassem para si mesmas com um olhar mais clínico que seriam mais capazes de se auto-superar, que lutariam mais em prol de seus próprios objetivos e que seu voo poderia ser mais alto...
Aprendi que a maior barreira para a realização de nossos planos/objetivos está em nós mesmos, que afirmações negativas atrai coisas negativas, que afirmações positivas atrai coisas positivas, de que é preciso treinar e administrar o nosso subconsciente para uma linha mais positivista...
Aprendi que não devo me culpar pelo que não aconteceu, que coisas boas e ruins acontecem porque existe uma coisas chamada destino. Porém, nem sempre o destino parece ser justo conosco, às vezes ele nos crucifica, machuca e, também, se encarrega de cicatrizar as feridas e marcas deixadas com o tempo...
Aprendi que amor próprio é coisa que não se compra, que chega um dia que precisamos treinar nossa psique para nos amar mais que aos outros, que só assim será possível bloquear os efeitos que discursos negativos (coisas exteriores a nós) exercem sobre nossa psique, na tentativa de harmonizar e estar em paz com nosso espírito...
                Aprendi da necessidade de estar em paz consigo mesmo, que atraímos aquilo que exteriorizamos, que discursos de ódio e desprezo fazem proliferar o ódio e o desprezo, que discursos de amor fazem proliferar o amor nos quatro cantos do mundo...
Aprendi que corações são como lagoas, precisam ser acalentados para que não represem e que fluam no seu curso normal...
Então, vamos espalhar mais amor, libertar-se da culpa do que você fez e/ou deixou de fazer... o tempo é o agora, é preciso correr, corra, se tropeçar, se levante, erga a cabeça e siga em frente, sem olhar para trás...
Eu me amo... eu me amo... eu me amo...

Andréia Franco
Aparecida de Goiânia, 06 de setembro de 2015.


segunda-feira, 27 de abril de 2015

Poesia, por Andréia Franco



A poesia me fez pequeno,
tão pequeno que me escondo
dentro de mim, formo
uma conchinha em
torno de mim, que me
protege do frio, chuva,
tempestades, e ainda brilha,
tem o perfume de um pé
de jasmim, às vezes
preciso fechar-me,
ausentar-me das coisas
do mundo, chego a me
sentir pequeno, pequeno
frente a vastidão do mundo.


Andréia Franco
Aparecida de Goiânia-GO, 27/04/2015.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Mundinho simplório



A poesia mexe comigo,
de tal modo e de tal maneira
que eu me vejo como num poço,
num emaranhado de coisas
mundanas, no mundano eu
me acabo, me envolvo, me
resolvo, transformo palavras
em versos, rimas na poesia
mais fina, pois finos são
os contornos da vida, que
dão forma, sentido, brilha,
é preciso cantar para que
meu mundo se alegre, sem
despedidas, a ilusão faz-se
metida, resolvida, não farás
de meu mundo pequeno
porque mais pequeno não
há possibilidade de ele ser,
é um mundinho simplório, tão
simplório quanto minha razão de viver.

Andréia Franco

Aparecida de Goiânia, 21de abril de 2014.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

PAZ

Alguns falam de paz
Outros falam de guerra
Alguns querem sonhar
Outros só querem cantar

Paz,
Pode ser estado de espírito,
Guerra,
Estado de alma

Às vezes queremos
Descobrir a alma alheia
E, nem sequer, sabemos  
O que esconde nossa própria alma

O ser humano pode parecer, às vezes,
Incompreensível...

Costumamos pedir ao outro
Compreensão e, nem sempre,
Temos paciência para
Compreender o outro...

Nosso coração,
Às vezes, pode não estar inteiro
Há momentos que ele se parte...

A verdade, nem sempre,
É o que queremos ouvir
Nossa alma é sensível
Ela pode vir a se ferir

Paz é estado de espírito
É estado de alma... quem
Canta seus males espanta
Então, vamos cantar
Para a nossa alma agradar

Agradar a quem tanto te encanta
No encanto do canto de um
Sonhador... quero que meu mundo
Desabe, caso não seja vivido com
Amor...

A grandeza das pessoas
É algo que pode nos passar despercebido
Pois é dentro de nós
Que está nosso tesouro perdido

Uns se perdem
Outros se encontram
Quero que os semelhantes se abracem
Diga o quanto se amam

Mas, que esta voz,
Não passe despercebido
Ela precisa eclodir
De onde nunca se tem ouvido

O encontro com a paz
Pode ser, o mesmo,
Que encontrar um
Tesouro perdido que,
Em tempos distantes,
Passava-nos despercebido

Precisamos encontrar
A si mesmos, ir ao
Encontro da paz para
Que essa chama não morra
Por conta dos males que se tem vivido

A Paz pode, simplesmente,
Não passar de um desejo, mas,
No fundo, ela precisa vingar,
Este é o nosso ensejo...
Andréia Franco

sábado, 24 de agosto de 2013

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

domingo, 18 de agosto de 2013

"A Cinderela Desencantada", de Andréia Franco, divulgação Coleção Contos Maluquinhos




Era uma vez uma linda princesa,
Que vivia com um lindo príncipe a sonhar
Seu coração parecia bater apertado
Quando de suspiros sua alma queria chorar

Foi então que num belo dia
Ela encontrou esse príncipe
Com o qual vivia ela a sonhar
Ele disse: – Amor,
Estou aqui para fazer-te feliz
Envelheceremos juntos
E terás que de mim cuidar

Olha, não sou enjoado
Mas gosto de tudo na hora certa
E para me conquistar
Precisa ser boa a hora de ir cuidar na panela

Com a comidinha cheirando longe
Nunca mais vou querer te largar
Homem se conquista pelo paladar
Gostamos de coisa boa
Por isso preciso logo lhe falar

Mas, olha, preste atenção,
Nos casaremos, teremos três filhos,
Eu trabalhei fora
Você cuidará deles
Para que não sofram com os piolhos

Não haverá tristeza
Os filhos te farão companhia
Enquanto o pão
Eu colocarei na mesa

Você cuidará de casa,
Lavará roupas todos os dias
Para não deixar juntar

O dia que eu estiver em casa
Quero-te a minha disposição
Vamos namorar, cuidar dos filhos,
Essa será a nossa boa invenção

Observe o encanto destas linhas
Que descrevo-lhe
Porque saem do fundo do coração

E assim a Cinderela não se conteve
Seu sonho de viver feliz para sempre
Estava prestes a se realizar
E por isso ela começou a pôr-se a cantar
Até o momento que o seu canto
Começou a desafinar
Pois Cinderela começou a cair na real
Da furada que estava prestes a entrar

Foi então que o pedido de casamento
Resolveu ela rejeitar
Preferiu estudar,
Ter profissão, pois homem
Mulher arruma em qualquer lugar

Ela estudou, estudou e
Muito dinheiro conseguiu ganhar
Comprou casa, carro e
Tudo o que poderia ela sonhar

Foi viajar pra Paris nas férias
Queria conhecer aquele lugar
Ficou em hotéis de luxo
E punha-se alegre a contar
Que a independência financeira
Tornara-a uma pessoa feliz

Decidia tudo o que queria
Pois ficou-lhe esta lição
Confiar no dinheiro alheio
Pode ser bobagem, ele
Pode estar guardado
Dentro do calção, o
Calção pode estar furado
Pode vir o outro
E lhe passar a mão.

Conto narrado no yotube, pode ser visto no seguinte link:http://www.youtube.com/watch?v=TyaLoVjIMNw&feature=youtu.be


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Andréia Franco apresenta sua “Coleção Contos Maluquinhos”

 Andréia Franco após publicar seu primeiro livro de poesias “Anjo Híbrido e outras” prepara agora uma super, hiper, mega maluca coleção de contos  que com certeza irá contagiar o público infantil e conquistar os adultos com uma linguagem simples, contagiante e diferenciada, e ainda será toda ilustrada por Ronan de Souza.
A coleção virá em uma maletinha super legal para a garotada poder levar pra casa e é composta por doze contos, sendo eles:
O Pato-pateta,
A Pata-Choca Maria,
Joãozinho,
O Dinheiro e o Saber,
Luizinho,
Fui...,
Homem chora...,
O sapo que virou príncipe,
O príncipe que virou sapo,
O garoto preguiça e suas mil e uma desculpas,
Desencantada e
A Cinderela desencantada.
Os doze contos vêm numa só maletinha, que é pra garotada levar a coleção inteira pra casa.
 Andréia Franco irá realizar a publicação desta coleção e daqui a pouco as crianças estarão sentadas falando.:
Vamos brincar de ler?
"-Mãe, qual é a historinha que temos hoje?”

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Fotografia


Os momentos se vão
As horas se passam
Me ponho a me entreter
Com poesias e coisas inúteis

O ponteiro do relógio não pára
Agora é dia, depois chega a noite
As horas se vão
Um momento... uma imagem...
Uma lembrança guardada numa só
Fotografia...

E o relógio toca: toc... toc...
Preciso dormir... levantar... acordar...
Ir pra escola... fazer as tarefas...
Preciso dormir... descansar...

Mais um dia... mais uma noite...
O ponteiro do relógio não pára de correr
É preciso controlar as horas
Para não deixá-las passar em branco

Branco estava aquele papel que
Resolvi compor a minha fotografia

Nela guardei tudo o que foi bom... o
Que foi ruim deixei de lado...
Ser feliz é mais importante
Que viver de memórias tristes...

Em meus papéis
Sempre haverá um papel em branco
Para que eu possa desenhar nele
Uma nova história... um novo dia...
Uma nova noite... Uma nova história
Que ficará guardada numa única
E só fotografia... 

Vamos... vamos... vamos correr com
O tempo... Não... não posso...
Preciso parar um pouco... dar um
Bom dia pro vizinho... um beijinho
Em minhas crianças porque um
Dia o mundo poderá fechar as suas
Portas pra mim...

Neste dia... não haverá mais
Caminhos ou descaminhos...
Simplesmente... haverá uma opção: a morte.
O que fica?
A única e bela lembrança
Que ficará guardada numa única e só fotografia...
Andréia Franco

Obs.: poesia publicada na III Antologia da revista Horizon Literar Contemporan. Para ver a lista completa dos escritores participantes acesso o link: shttp://contemporaryhorizon.blogspot.com.br/2013/03/contemporary-literary-horizon-no-1.html#links

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Dossiê Anjo Híbrido e outras


Beija-Flor



O beija-flor
Fez da flor o seu suspiro
E eu fiz do amor
O meu abrigo

O beija-flor
Fez da flor o seu delírio
E eu fiz de você
O meu colírio

O beija-flor sem flor
É como eu sem o meu amor
O meu amor fez do seu colo o meu abrigo
E eu fiz de você o meu suspiro

O beija-flor perdeu o seu abrigo
Porque a flor murchou
E eu perdi o colo do meu amor

A falta do meu amor
Fez de mim um beija-flor sem flor
A flor do beija-flor murchou
E eu fiquei sem o meu amor

Um beija-flor sem flor
É como namoro sem amor
E eu sem você
Sou como uma estrela sem cor

O beija–flor perdeu a flor
E eu fiquei sem o aconchego do meu amor...

(Incluso em Anjo Híbrido e outras, 2013)

Obs.:   Anjo Híbrido e outras já está disponível para venda e pode ser adquirido pelo seguinte link: :http://www.scortecci.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=8565&friurl=:-ANJO-HIBRIDO-E-OUTRAS--Andreia-Franco-:


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Anjo Híbrido e outras


Olá amigos, estou publicando meu primeiro livro pela Scortecci Editora, em breve ele já estará à venda nas livrarias.


domingo, 16 de dezembro de 2012

JOSE, ŞI ACUM?



 Sunt oameni care ne evaluează
De parcă am fi marfă pe un raft
Asta e bună, asta e proastă, asta foarte proastă, asta e amară şi cealaltă dulce.
Problema e că şi tu eşti evaluat după marfa pe care o vinzi
Dacă costumul este de comandă, dacă hainele sunt 
De marcă, dacă maşina este ultimul răcnet
Când îţi pierzi marca, cei din jurul tău,
Din acest motiv, se duc şi ei precum apa la vale
Vai, ai pierdut atâta timp judecând oamenii după marca
Pe care o vindeau, fără să vadă că peste ea treceau anii,
Pentru că şi marca ta urma să se demodeze odată.
Timpul a trecut
Visele de fată s-au decolorat
Din lipsă de ceva ce nu mai are sens.
Marca ta s-a demodat,
N-ai cum să te-ntorci şi să repari greşelile făcute
Pentru lucruri ce nu mai au valoare.
Timpul a trecut
Floarea s-a veştejit
Pasărea şi-a pierdut glasul
Pentru că nu va mai putea să cânte.
José, şi acum?
Tu erai atât de preocupat să judeci oamenii după marca
Pe care o vindeau, şi ai văzut propria-ţi marcă
Demodându-se.
Şi acum, José?
Vârsta s-a împlinit
Visul s-a sfârşit
Uşa s-a zăvorât
José, şi acum?
Ce e de făcut, dacă soarele nu mai străluceşte
Dacă vocea ta nu mai cântă
Şi acum?
Îţi vei abandona visele
Ca sa trăieşti într-o lume care n-a fost niciodată a ta cu adevărat
José, şi acum?
Te-au judecat după etichetă
Eticheta ţi s-a rupt
Casa ţi s-a năruit
Floarea ţi s-a veştejit
Şi acum, José?
Să te uiţi pe fereastră, ca să vezi timpul trecând
Să stai pe scaun, ca să vezi ziua în care marca ta va renaşte
José, şi acum?
                                                                                                         Andréia Franco
Traducere de Daniel Dragomirescu